O Banho dos Soldados Espartanos. Desenho de George Quiantance (1903-1957)  
 

Os Dez Princípios Espartanos

1 – Ser absolutamente másculo. Sentir um imenso prazer de ser homem, gostar de ter um corpo masculino e se relacionar sexualmente com o mesmo sexo. Mas nunca discriminar quem pense diferente. Respeitar e defender sempre o direito de cada um ser como quiser.

2 – Estudar e pesquisar os guerreiros de todos os povos, que faziam sexo entre si, para adaptar seus ensinamentos, e assim ter um guia seguro para, atualmente, resolver suas dificuldades. A tradição espartana é a descoberta que quase todos os guerreiros e homens mais másculos de todos os povos faziam sexo entre si. Muitos deles achavam ser essa forma de sentir prazer sexual e amar superior a qualquer outra.

3 - Não beber muito álcool. Evitar usar drogas. Evitar fumar. Evitar alimentos que prejudicam o organismo.

4 – Ser extremamente honesto. Não mentir. Não trair. Ser absolutamente confiável.

5 – Ser estratégico em todas suas ações. Ser previdente e persistente.

6 – Ser disciplinado.

7 – Controlar suas emoções.

8 – Ser organizado. Em resumo: treinar e assim educar-se, para praticando o agogé (treinamento) chegar ao areté (excelência) para atingir a ataraxia (imperturbabilidade) e a eudaimonia (felicidade). Isto é, ser o melhor que você pode ser, sob todos os pontos de vista, como faziam os antigos gregos. A tradição espartana visa criar grandes homens. É um processo de auto-educação.

9 – Construir uma fraternidade espartana. Ela é para ser uma organização internacional de homens, subjetiva e moralmente fortes da maçonaria, para praticar o apoio mútuo e os ajudarem a viver melhor e ter sucesso na vida.

10 – Compreender que o sexo entre homens pode ser um caminho para o aperfeiçoamento pessoal como foi, para muitos guerreiros nossos ancestrais, dos quais devemos ser os herdeiros, cultuá-los e, portanto, guardiões dessa tradição. É, isso, em essência, que é ser espartano hoje, espartano alfa, androespartano.

 

O que é masculinidade

A tradição espartana entende que masculinidade é uma cultura e uma filosofia que foi elaborada pelos guerreiros e homens, de vários povos, ao longo da história. Muitos desses homens deixaram documentos nos quais descrevem seus ideais, maneiras de agir e códigos morais masculinos. Era comum eles terem relações sexuais entre si. O conteúdo desses documentos não corresponde ao comportamento burguês ou pequeno-burguês daqueles que hoje se dizem homens sem conhecerem o que é a masculinidade e nunca a terem estudado. Violência, histeria, fascismo, autoritarismo, redução de masculinidade a sexo reprodutivo, corrupção, roubos, drogas, alcoolismo, fumo não correspondem aos ideais de virilidade dos nossos ancestrais que criaram o gênero masculino. A masculinidade surgiu na luta do homem contra a hostilidade da natureza. Ele teve de se tornar um guerreiro. Daí surgiram todas as normas morais e de comportamento que estruturam o gênero masculino.

O homem, de fato, não é descontrolado. O ideal de masculinidade, que se propõe aqui, é o indivíduo sensato, seguro de si, calmo, racional, firme, sereno que nunca perde de vista seus objetivos, que os procura atingir através de estratégias estudadas a partir dos ensinamentos dos guerreiros. Essas são suas armas para vencer as adversidades. Repare que, como se fosse um modelo recorrente, muitos heróis de ficção e da realidade agiram assim. São calmos, cordiais, e agem. Os homens devem agir com calma, racionalidade acima de tudo, jamais se deixando levar pelas emoções. Deve promover a justiça e a democracia. Um dos grandes filmes de western que os americanos fizeram foi Os Brutos Também Amam (Shane), que não trata de sexo entre homens, mas mostra o ideal de masculinidade, que aqui estamos falando, na conduta do personagem central.