Paradas Gays

 

Paradas gays viraram uma mania nacional. Diria do mundo. Embora terminem atraindo oportunistas de todos os tipos, querendo ganhar algum benefício pessoal, são positivas. Têm um ponto positivo. São muitas pessoas, que em uma sociedade repressiva como a nossa, de cultura judaico-cristã , saem às ruas para dizerem que não fazem sexo como a Igreja, o Estado, os vizinhos, os colegas de trabalho querem impor como uma suposta sexualidade correta. E, o mais importante, não têm vergonha de dizerem que não fazem o que os outros querem que elas façam.

A principal estratégia das sociedades repressivas à sexualidade, para manter ou aumentar a mão-de-obra de reserva, é executar quem não se engaja nesse projeto ou, em sociedades democráticas, fazer uma campanha contra, de tal maneira, que a pessoa se envergonhe do que faz. A pessoa fica envegonhada, com dúvida, deprimida porque faz um sexo não aprovado e torna-se, por isso, alvo sistemático de maus-tratos e escárnio de todos. O fato das pessoas irem para rua e dizerem que não têm vergonha do que fazem é muito importante. Para a própria pessoa, para a democracia e para criarmos uma civilização.

Entretanto o espartano possui um identidade diferente de gays ou homossexuais. Ele, caso queira participar, nas paradas que, na realidade brasileira, todos vão, independente de serem gays ou não, o deve fazer discretamente. Deve manter-se como um liberal que é, libetário seria até mais correto, e, portanto apoia a liberdade de expressão sexual de todos. Seria como participar de uma passeata de defesa de povos ou grupos oprimidos e não ser, necessariamente, daquele povo. Você não precisa ser um índio para defender o direito dele ser coerente com a sua cultura e ter todos os direitos que os outros têm.